Musica no Coração
Ouve a Musica enquanto lês, o sentimento é diferente...


Xupa Nu Pipi

Mulheres são capazes de fingir orgasmos...
Homens sabem falsear relacionamentos inteiros

A minha fotografia
Nome:
Localização: Lisboa, Portugal

XupaNuPipi-O outro de Mim. Á Contraluz...é como quero que me vejam, um estranho!Enigmático e misterioso, solitário e individualista, sou aquilo que querem que seja.E não quero que me conheçam sob luz directa ...tenho as minhas máscaras, e espero mantê-las.

8 de setembro de 2009

PENSO EM TI

-Não pensáste em mim!

Noto provocação, ou apenas disfarças a desilusão?
Sinto a prisão que me envolve e queria gritar o que sinto.Mas não posso, por isso penso...

Não sei se me lembrei de ti, nem sequer sei se pensei em ti.
Mas foram todos os dias!
You are allways on my mind
(Elvis Presley)

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29 de fevereiro de 2008

UNCHAINED MELODY


THE END
Caros viajantes, companheiros das palavras e dos sonhos, cumplices da minha vivencia amorosa, amigos reais e outros virtuais...
Partilhei convosco os meus segredos, a minha “outra vida”, tudo aquilo que não posso nem quero assumir abertamente, aqui depositei muitas emoções que vivi no mais profundo do meu ser; o rumo que escolhemos nesta viajem que é a passagem por esta existência nem sempre é compativel com o nosso intimo, os nossos desejos mais secretos, aquilo que não confessamos aos melhores amigos.
A coberto de um simples "nickname", sem dar a cara, posso ser genuino.

Sou o que sempre fui, mas aqui, neste cantinho onde confidencio uma parte preciosa da minha vida tento ser apenas o XupaNuPipi, mas tenho de confessar- este blog começa a ter teias de aranha, eu mesmo começo a debater-me e a estrebuchar para me manter à tona, como se estivesse a afogar-me. Mas não, estou apenas a mudar.


Recordo-me sempre de uma frase que terminava uma carta de uma amiga, que me tentava animar depois de um desgosto que muito me marcou - Usa as palavras para expulsar os teus fantasmas, ao invés de os fechares no teu mundo. Foi isso que tentei fazer, mas agora outro mundo me aguarda, onde vou ser feliz, afinal aquilo que sempre quis.
Não digo Adeus, mas apenas obrigado!E deixo aqui um escrito antigo que é o mote de todo este blog - o amor, o erotismo, as recordações e a esperança.
L. e eu ...
-Já havia tempo que não te via ... estás muito bonito ! o jocking faz-te bem!
Foi assim, de mansinho, que ela veio, sem aviso, sem despertar suspeitas; tinha enviado aquele sms, a avisar que me vinha visitar “ amanhã passo pelo teu estaminé, tenho saudades”.
L. sempre me tinha provocado uma sensação de desconforto; bonita, inteligente, vivaça, sempre insinuante; adorava sair com ela, perdidos sem rumo nem compromissos; a sensualidade que dela brota confundia-me; dava muitas vezes comigo a observar discretamente as curvas bem delineadas, os ombros direitos, os seios e nádegas bem proporcionados, as suas longas pernas de gazela; transpirava sexo por todos os poros daquele corpo abençoado. Olhava-me directamente, aqueles olhos amendoados, da cor de um oceano sem fundo, tentando ler nas profundezas da minha alma. E sorria, sorria sempre, um sorriso maroto, algo coquette, ao mesmo tempo que deixava escapar uma frase: - lá estás tu a divagar, dizia, acariciando-me as mãos.
L. tem uma vida social e profissional super agitada, por isso ultimamente só a via muito de vez em quando; jantares de amigos comuns, passeios apressados, idas ao cinema, uma das nossas paixões comuns; não sei do que gostava mais- se das nossas conversas sem fim, se dos nossos infindaveis silencios, quando disputavamos palmo a palmo um jogo de xadrez; ou quando prolongavamos o olhar pelo horizonte, comungando de um momento único de cumplicidade.
A nossa amizade de longa data nunca permitiu senão algumas chalaças bem humoradas, apesar dos abraços apertados e demorados, propositadamente demorados.
Ela nunca me tinha dito aquilo: - estás muito bonito !
Meu Deus, porque vieste L. , logo hoje, que me sinto tão só ?...
Então, não me dás um beijo ?!
Parecia que me tinha dado um murro no estômago. Tinha um pressentimento, uma sensação esquisita que me angustiava, desde que tinha recebido aquele sms – “ ... tenho saudades “ ! .
Só de olhar para mim L. sabia o inferno que me devorava as entranhas, mas nada disse. Entrou, poisou a mala e abraçou-me, ternamente. Depois de um longo silêncio, atirou, sem piedade : - é esta semana !
Senti que o ar me faltava, à minha volta desmoronava-se todo um mundo, deixando ruínas onde outrora pulsara o meu coração. L. sempre tinha tido a ideia de ir viver em França, impelida pela insaciàvel furia de viver, conhecer novos mundos, novas pessoas, "a terra onde viveu Alexandre Dumas", como gostava de dizer ... eu sabia que esse dia chegaria, tao infalivel como a marcha do tempo, tao inevitàvel e previsivel.
Os labios dela percorriam-me a face, lambendo as lágrimas que caíam, silenciosamente, sem me dar conta. Não podia ser, ela não me podia fazer isto ... - Porquê, porquê L.? Sempre me disses-te que a nossa amizade nunca teria fim, que nos acompanharia eternamente, nesta e em outras vidas. Não consegui dizer nada, apenas chorava, deixando correr o vazio que sentia,amparando a minha dor sem fim nos braços ternos de L.
Foi quando me apercebi que os lábios dela se tinham entreaberto, colados aos meus, beijando-me deliciosamente, percorrendo com a lingua furiosa a minha boca, o sabor dela misturando-se com o sal da minhas lágrimas ...
Não era isto que eu queria ! Apenas tê-la nos braços, pedir que não fosse, dizer-lhe que talvez a amasse. Sim, talvez fosse amor, esta sensação de me querer fundir nela, de não querer deixá-la fugir da minha vida. Mas L. murmurou-me ao ouvido, muito baixinho:- vem, sei que me desejas, não quero partir sem te ter!
Sem me ter ... tanto para lhe dizer, mas as palavras não saiam, apenas as mãos percorrendo-lhe o corpo, explorando o que eu sempre me havia negado. O cheiro perfumado dela atordoava-me, aumentando o fervor dos meus gestos. Fui acariciando os seus segredos, num misto de luxuria e carinho, o coração sangrando num corpo incandescente, numa espiral de prazer selvagem, saciando o desejo reprimido durante tanto tempo. L. gemia sem parar, ofegando ao mesmo ritmo que eu, num delirio estranho e misterioso. Afogámo-nos num mar de prazer, dois seres perdidos no tempo, fundidos no calor da carne, sexo com sexo, mãos nas mãos, olhos nos olhos, fruindo da magia que nos tocava.
Deixámo-nos ir, perdidos de tudo, saboreando cada momento, até ao climax, um orgasmo divino e irracional. O mundo deixou de girar, parou, suspenso de nós, um silencio ensurdecedor, apenas o meu coração batendo, junto ao dela.
Os sons nostálgicos da canção faziam-se ouvir ...” only you “ ... era o meu velho gira-discos, tocando um vinil antigo dos Platter´s, destruindo o que de mim sobrava.
Queria poder gritar aos sete ventos a dor que me sufocava, enquanto abraçados, trocavamos um ultimo beijo.

L. , onde quer que estejas, que o teu coração não esteja abandonado como o meu, vazio de amor, perdido de afecto. Envia-me um raio de luz, para que eu não caminhe mais no deserto da solidão, e seque as minhas lágrimas no oasis do amor.
Até sempre ... L.
(Unchained Melody - The Platter´s)

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21 de fevereiro de 2008

MEMÓRIAS ( PORQUÊ CHORAR ? ...)

O que és tu ... para mim
senão figura de estilo, imagem, alegoria sem rosto
poema da vida, sentimento, desgosto...

O que és tu ... para mim
senão um ferro em brasa marcado na pele
Amarras Proibidas de um escravo liberto

O que és tu ... para mim
senão uma seta apontada a um alvo fugidio
um clarim de vitória sobre um corpo moribundo
O que és tu ... para mim
senão um areal, um prado verdejante, uma paisagem sem fim
que percorro levado no dorso musculado da criatura dos sonhos
O que és tu ... para mim
senão um passageiro apeado numa estrada deserta
perdido sem rumo nem destino
O que és tu ... para mim
senão as mãos que me esvaziam a alma
num orgasmo adiado no prazer
O que és tu ... para mim
senão um uivo lançado ao vento
numa dança fantasma em noite de lua cheia
Quem és tu ... para mim
Senão aquilo que sou ... para ti
(Cry - James Blunt)
I have seen fear. I have seen faith.Seen the look of anger on your face.And if you want to talk about what will be,Come and sit with me, and cry on my shoulder,I'm a friend.And if you want to talk about it anymore,Lie here on the floor and cry on my shoulderOnce againAnd cry on my shoulderI'm a friend.

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16 de janeiro de 2008

Muito Mais é o que Nos Une que Aquilo que nos Separa.

... Continuação ...
Abro a porta, entro e sento-me. Mal consigo respirar tamanha é a tensão que sinto.
Já não é a mesma, claro que não conseguia ser a mesma, o riso trocista e superior deu lugar aquela expressão angélica, mas sexy e provocante.
As minhas maõs persistem entre as suas pernas e delicio-me com o fervor dos movimentos, com as caricias que me percorrem a nuca e os cabelos, sinto o seu sabor na minha boca, e vou desvendando com a lingua os seus segredos, numa cadencia dificil de suster, demoniaca, selvagem, incontrolavel; sinto as pernas que lhe tremem descontroladas, puxo uma delas para cima dos meus ombros e afasto a outra.
-Não pares!
Não parei. A excitação, a escuridão e o violento ribombar das ondas começam a descontrolar-me, o corpo arfante, arquejado, tenso, os musculos retesados, as mãos violentas puxando-me de encontro a ela.
Quase me sufoca, obriga-me a continuar sem descanso enquanto se desfaz num orgasmo tão intenso e prolongado que me fez deitar uma lágrima inexplicavel.
Por momentos os sons difusos e dispersos parecem amigáveis, são sons de um mundo vulgar mas furioso, as bátegas violentas e o trovejar longinguo ampliam a violencia dos sentidos despertos, sinto-me selvagem e quase louco, enlouqueço.- Fazes-me sentir especial.

Não consigo, não quero. Para não me vir fora dela, viro-a de quatro, e penetro-a vigorosamente... sinto-a molhada de prazer acolhendo-me como um tigre selvagem, esmagando-lhe o dorso com as minhas mãos frenéticas, puxando os seus longos cabelos humidos, um jorro quente e interminavel recebido com um gemido de prazer renovado, misturado com um grito selvagem que sai sem controlo, um uivo animalesco, quase dantesco, vindo do mais fundo da alma.
Beijo delicadamente os lábios, os olhos, a face salgada, a mistura agreste de sal, suor e esperma, vida, sexo, dor, calor ... exauridos num estupor agitado, ansioso, suspensos e perdidos do tempo e no tempo, espaço sem nome, viajem sem destino, como se o mundo fosse acabar agora, como se fosse um ultimo pedido de um condenado sem remissão.
Foi magia, sei lá, talvez encantamento, um sonho fugidio, duas almas perdidas, reconciliadas num momento sem igual, preenchidas de vida, abraçadas pelo mundo, abençoadas pelos Deuses, constelações cintilantes num céu de chumbo negro e furioso, voraz, destruidor ... numa noite banal, num dia vulgar qualquer Alma pode mudar para sempre o seu rumo desgovernado.

-Amo-te ...fica comigo, para sempre.
-Sabes que não posso.

Nunca me lembro quem disse o quê. Lembras-te?
Tu és especial, como só tu sabes ser...
(Primeiro Beijo - Rui Veloso)

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29 de dezembro de 2007

STRANGE MAGIC

Já era tarde quando ela veio ...

Apareceu como eu a imaginava, cabelos soltos ao vento, esvoaçando como uma borboleta ...
Na contraluz, que vinha daquele velho reclamo luminoso, parecia que pairava, suspensa de mim ...
Entrou, e aqueles olhos ... ai aqueles olhos ...
Vagueavam, perdidos, procurando um porto, um cais para atracar, apenas procurando-me ...

Não eram precisas palavras, meras palavras; nunca a tinha visto, mas foi como se sempre a conhecesse ...

Deitámo-nos juntos, bocas colando-se ansiosamente, linguas sugando-se furiosamente, dentes mordiscando ternamente ...

Explorámo-nos, viajando num louco vaivem, numa girandola de prazer, num remoinho que nos levava sem resistência

Como era bom o sabor do seu corpo, alvo como a madrugada, seus seios de mulher oferecendo-me os mamilos hirtos de excitaçao, suplicando que os devorásse, que os esmagásse contra mim

Fiz dela minha escrava, fui algoz e condenado, viciei-me nela, e ela em mim, e quando por fim entrei nela, fundimo-nos no corpo e na alma, grudámo-nos nas entranhas, desfizémo-nos, uma e outra vez, num orgasmo infindo ...

Subi mais alto que um grito, possuí-a como um demónio, desvendei-lhe os segredos no corpo, desnudei-lhe a alma como um louco ...
e saciei-me de prazer...


Abandonou-me, devagarinho, os dedos da sua mão maravilhosa não me querendo deixar, mas saiu ...
para sempre, talvez ... para sempre...

e para sempre me deixou refém...


(Strange Magic - Electric Light Orchestra)

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20 de dezembro de 2007

NATAL .... e 2008

Espero que o Pai Natal cumpra o que me prometeu e vos entregue o que lhe pedi -para todos vós um desejo especial de uma Quadra bem passada, com muito Amor; Mas como nem só de espirito vive o Homem, aqui fica uma prendinha que é um sonho que eu tenho e que vos ofereço - assim o Pai Natal não fuja à promessa - nem cuecas nem peuguinhas, penso que deverão ter que chegue.


Para os outros que não apreciam particularmente este tipo de leviandades fica a certeza de que não me esqueci de ninguém, apenas o querido velhote já leva peso demais ! Mas é óbvio que também podem escolher entre estas duas "prendas"


Para mim, que também sou gente, ofereço-me a mim mesmo a colecção em DVD de Quentin Tarantino, um CD de uma voz incofundivel, Aimee Man ou então de "The Pretender´s". O jogo para PC “Garry Kasparov” e por fim uma bola da Molten, que já cobiço há demasiado tempo.
Para quem me achar merecedor aqui vai o resto que me podem enviar, que o dinheiro não estica, lol

“Inventar a solidão” de Paul Auster;DVD “Shane” de G.Stevens ;“E tudo o vento levou” em DVD; “Lullaby- canção de embalar “ de Palahniuk ;“JCAry Dos Santos :Obra Poética, ou Rio das Flores do MST. Como vêm sou meigo a pedir.
Forte abraço natalicio, e desejo que o ano que se aproxima vos encha de desejos realizados,

Beijos ou abraços, e até sempre...
J.
( Jingle Bells de Carlos Slivskin Sabrina Gasparetto )

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15 de dezembro de 2007

PLÁGIO

Para aqueles que me lêm, que são muitos, para os que me comentam que são alguns, e para os poucos que me conhecem....

Fui alertado para um post colocado num blog que é uma mistura dos meus dois ultimos posts, o "Jura, vais ter uma aventura! ", publicado em 16 de Novembro, e o "Iám a Bitch I'am a Lover", publicado em 29 de Novembro.
Fica aqui avisado o referido PLAGIADOR
http://sonhadoremfulltime.blogspot.com/2007/12/o-fazer.html para retirar essa sua publicação ou entao que copie integralmente e os coloque com a referencia de quem os escreveu, ou seja eu, conhecido por todos como Xupa Nu Pipi, e por outros como J.
Caso contrario terei de tomar as devidas providencias.
Para se tirarem ilações deste triste episodio, basta ver as datas dos meus posts ( os dois em Novembro) e a data do post do referido"autor"?? (10 de Dezembro), que ainda por cima tem a agravante de ter livros escritos, segundo me apercebi, e ter a obrigação de saber as implicações éticas e legais do roubo da propriedade intelectual.
ESTOU MESMO FODIDO!Como é possivel alguem roubar nao só simples textos, mas emoções e recordações que esses textos trazem consigo??!!!
Sinto-me verdadeiramente VIOLADO....


PS- 18 Dezembro 2007
Recebi uma justificação no meu mail, assim como um comentário em que o autor do post justifica a falha.Como pessoa de boa fé aceitei-a como razoável e considero o assunto encerrado, aguardando que seja feita a rectificação no referido blog.

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29 de novembro de 2007

I'AM A BITCH, I'AM A LOVER....

Nervoso. Ansioso. Sinto-me assim, e sinto-me bem.


A expectativa cresce em mim, ao mesmo tempo o frio encolhe-me as entranhas, nunca fiz isto, e sinto-me inseguro.
Afivelo um sorriso para parecer que domino a situação, não quero estar nas tuas mãos. Mas quero que me tenhas na mão, adoro isso. Adoro pensar nisto...
Mas, e se .... pois, e se algo corre mal?! Não sei, vamos ver.
Fui. Vou saber.
Escuro, está negro como breu, os pneus trepidam na terra batida, com aquele barulho característico, o som repetitivo e monocórdico das ondas repetindo incessante algo que se entranha em mim – coragem! Coragem!...
Engulo em seco, e vejo o carro estacionado junto à arriba, um carro negro e solitário, apenas luzes de presença, para saber que não é um acaso que a faz estar ali.
Saio e aproximo-me lentamente. Esquerda, direita, até onde a vista alcança ninguém. Perfeito. Aquela sensação aperta-me o peito, um calafrio que o vento que sopra segredos aumenta, a areia rodopia e silva baixinho, o mar grita e as lanternas das chatas dos pescadores que ao longe tudo desconheciam ajudavam a compor aquele cenário dantesco.

Perfeito, agora sim. Sei ao que vou, mas não sei o que me espera.
O vidro do lado do condutor baixava ao ritmo dos meus passos. Olho para as mãos que seguram o volante de couro, mãos brancas, unhas pintadas de roxo, longas, dois anéis, pulseira de ouro branco...os olhos penetraram nos meus, e mal consegui ouvir a voz, estava vidrado nos lábios carnudos, grossos, sensuais, bem pintados, dentes brancos.
-Demorás-te! Malandro! Sorriu, e ao mesmo tempo deitou-me um olhar duro, cortante ...pestanas longas olhos imensos.
Reparei então, a gabardina preta sublinhava as pernas nuas, entreabertas, deixando perceber a ausência de roupa.
Sinto-me inseguro, mas excitado, ó sim, sinto-me mais que pronto, aquela visão, misturado com o aperto que sentia fez-me perder a cabeça.
-Cabra ! Puta! Escorreguei a mão por entre as suas pernas e senti-lhe a excitação, a humidade, toda ela estava lubrificada...pronta. Continuava a sorrir, mas agora o peito subia e descia ...

(continua, ou pode continuar...)
(Iám a bitch -Meredith Brooks)

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16 de novembro de 2007

JURA !!! vais ter uma aventura ...

Glorioso anoitecer...
Apetecia-me viver. Sentia-me ansioso para sair e encontrá-la, queria encontrá-la. As luzes bruxuleantes que via ao longe davam-me uma sensação de vertigem. Estava bem, o espelho devolveu-me a imagem de um homem forte e dominador, era o que ela desejava, e eu...eu sinto-me preparado, sinto-me a morrer de desejo.
A noite faz-me sentir a indiferença dos sentimentos, a nostalgia e a melancolia apropriam-se da alma, transformam-me num animal voraz ...como um predador .
Apetecia-me foder !...


Dirijo-me para aquele sitio secreto, tão secreto e frequentado, cheio de fumo, uma nevoa que esconde a insinuação do primeiro olhar. Os meus jeans apertados não falam, gritam - estou nu por baixo, quero estar nu, porque estou teso; e sinto-me melhor assim.
Propositadamente deixo os teus mamilos roçarem em mim, nem sabes que me esperas, passeias-te por ali de olhar desafiante e altivo, quando o que queres é o mesmo que eu.

Apetece-te foder...Eu quero que te apeteça foder-me..
Olhei-te, sentes-te observada, sinto que coras porque percebes que estou excitado, mas não desvias o olhar...expectativa! .... se não for agora será nunca, se não for já nunca o será.
-Dançamos? Pronto, já está!
Sabes o que quero, e não fraquejo. A musica ao fundo, sensual, morna e quente ... “juuuuraaaa, se tiveres uma aventura, dessas que acontecem numa alturaaaa...” - colámo-nos sem palavras, não são precisas palavras; roço-me em ti, estou louco por ti,quero morrer em ti.
Fico doido na boca quente que me beija, a lingua languida e humida que me endoideceu.
Apetece-me foder-te. Apeteces-me....

Arrancas e fico nervoso, sentes que estou ansioso, e adivinho-te ...
Está escuro, uma noite como outra qualquer, tão inutil e vazia, mas cheia de ti, cheia de nós.
As mãos que sinto nas pernas estão tremulas, são maos que procuram-me e tocam-me, estou quente, excitado e ponho-to nas mãos. Estou grande e quase que expludo, não paras e fico fora de mim, grito-te– Trava!!! Quero-te, já!
Arranco-te as chaves das mãos, obedeces e trocamos de lugar...a noite esconde-nos, a loucura desfaz a realidade e o ceu escuro aumenta a angustia do prazer.
Conduzo como um alucinado, sinto-me dentro da tua boca, inchado, dorido e ansioso. Puxo-te os cabelos, tremo, mas não páro, quero sentir esta adrenalina, sinto-me varado...
Ordenas-me - Vem-te! Esvazio-me em ti, sinto que escorro em ti, desfaço-me em ti, e sofrega não páras.

– Pára!
- Apetece-me foder-te!...

( Jura - Rui Veloso )

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6 de novembro de 2007

HOW CANT YOU MEND A BROKEN HEART ? ...

Vi-a, como quem vê uma quimera, uma miragem num deserto. Hà tantos anos !.... Fiquei sem jeito, corei estúpidamente, senti uma roda no estômago, fria, tortuosa ... notei que ela também estava como quem viu um fantasma. Ali ficámos, estáticos, sem saber bem o que fazer.

Reparei que ela continuava atraente, olhos castanhos escondidos por umas intermináveis pestanas, cabelo negro longo, o corpo outrora adolescente, agora exuberante, maduro, bonita como sempre a recordei.
- Então, por aqui ?! Pergunta inteligente, pensei , estou mesmo estupidificado, como um menino que viu uma mulher nua pela primeira vez.
A conversa foi-se desenrolando, a vida desfiada em poucos minutos, os nossos olhares tentando recuperar algo que ficou para trás à anos infindos. Era como uma estranha, como é possivel que a minha primeira verdadeira paixão, aquela que pensei poder vir a ser o meu Amor Eterno me seja assim, quase indiferente? Que raiva, o tempo tudo apaga, mas as memórias continuam vivas, deixando aquele rasto nostálgico que me persegue em momentos como este. Enquanto pensava na melhor forma de me sair airosamente daquele desconforto que me tolhia a lingua normalmente desenvolta, fui observando a ausencia de aliança, o corpo belo mas já perdido na bruma do tempo, aquela expressão marota de menina danada como eu lhe dizia, transformado num rosto cauteloso, mas simpático.
Uma mulher que havia sido minha, pela primeira vez, mas que agora despertava-me um sentimento que não consegui perceber, uma mistura de desejo, mas ao mesmo tempo de repulsa. Inexplicável!

Recordo-me bem, como se fosse hoje, o coração mais acelerado que o rufar de tambores no final de uma ópera, uma ansiedade misturada com medo, a adrenalina no máximo, uma insegurança medonha. Assumimos que aquele era o dia, o Dia, assim mesmo, com D maisculo, o dia em que ambos entrariamos num mundo atraente mas desconhecido, o Dia em que deixariamos para trás os tempos da adolescencia imatura, um dia normal, como outro qualquer, mas era aquele Dia.

Já andávamos de namoro à algum tempo, conhecemo-nos num trabalho de férias, foi uma atração imediata, e ao fim de dois dias já tinhamos colado as bocas ansiosas, num momento mágico, ao fim de um dia de calor, com o sol a por-se no horizonte, o marulhar suave do mar a misturar-se com uma brisa morna e o som monocórdico das gaivotas que esvoaçavam sem destino. Deitámo-nos na areia, abraçados, explorámos os nossos secretos anseios, e tivémos um orgasmo suave e delicioso, vestidos, um por cima do outro, gozando como dois inocentes amorosos ... que saudades meu Deus, daquele tempo tão inocente ... que saudades ! ...
Pareciamos dois maluquinhos, sempre aos beijos, sempre agarrados, descobrindo-nos um ao outro, gostos comuns, vidas dificeis partilhadas, momentos de intimidade como nunca tivera. Ouvindo a "nossa" musica, conversas sobre nada mas que tudo desvendavam.

Passaram-se algumas semanas até aquele Dia, o Dia. Sem manha, decidimos que era aquele Dia, a pretexto de nada, apenas do desejo nunca satisfeito, da vontade inexoravel de dois corpos juvenis, ainda virgens, mas confiantes um do outro. Tinha um amigo mais velho que me emprestou a chave de uma casa vazia que era dos pais, e uns quantos preservativos que não cheguei a utilizar. Ele deu-me as dicas todas, e faz isto e aquilo, elas isto e aqueloutro, mas tudo se varreu da mente quando a vi pela primeira vez completamente nua, deitada naquela sala vazia, apenas com um cobertor vermelho no chão, e duas velas acesas para iluminar o caminho inóspito da comunhão da carne.

Era a primeira vez, foi a nossa primeira vez, recordarei sempre aquele momento de magia, inolvidável, sensual, mas tão inocente, tão puro. Os pormenores morrerão comigo, este encontro fez-me revivê-los, estarei sempre eternamente grato por ter encontrado esta pessoa maravilhosa, que num dia triste saiu da minha vida, para sempre - outro capitulo desta nossa história ...
Até que a vi, de novo... como quem vê um espectro que nos assombra de rompante...
Sobrou uma sensação de vazio, mas pelo menos senti-me mais leve, como se um fantasma albergado no meu ser finalmente me abandonásse.
Recordações ... já lá vão vinte e muitos anos, mas deixou uma marca, se deixou ...
( How Cant You Mend A Broken Heart - Bee Gees )

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24 de outubro de 2007

SADNESS OF LUST...MEA CULPA.

“ Os lábios carnudos deixavam correr um fio de sangue, misturando-se no vermelho vivo dos seus lábios ...
" Dá-me ... outra vez seu filho da puta ! Não és um homem, és algum menino ? “

Foi quando me apercebi que a excitação me tinha abandonado, a erecção perdida dentro dela, deixando ficar uma raiva incontida, uma vontade enorme de a esmagar como um insecto insignificante. A sua voz rouca e escarnecedora amedrontou-me, e ao mesmo tempo enfurecia-me ...

Era a primeira vez . Viemos directamente da festa do nosso amigo Luís, onde nos tínhamos conhecido ... as festas do Luís são sempre tão eróticas que quando a vi, de sorriso misterioso na boca entreaberta, olhos de predadora esfomeada, corpo ansioso e oferecido, não resisti ao seu encanto ...
Luís, quem é ? perguntei levantando os dedos.
A resposta aguçou-me a curiosidade : - cuidado que essa é perigosa! Claro que depois das apresentações, fiquei a roer-me por dentro com aquelas palavras que não me largavam - ... essa é perigosa !

O seu jeito era de uma frieza aparente, mas parecia que ia explodir numa fúria incontrolável ... isso atraiu-me, confesso que sentia um friozinho no estômago, uma vontade de partir à descoberta. Senti a dureza da minha excitação incontrolada colada ao seu corpo enquanto dançávamos, tão juntos que sufocava, o aroma forte e acre do seu cheiro de mulher madura, os ombros à mostra, e os olhos que não largavam os meus ... senti-me uma presa a ser fitada no seu ultimo estertor, sabendo do desenlace da fuga sem sentido.

Apenas sorriu, olhou-me como uma viuva negra, apoderou-se do meu Ser, e lançou sem dó: - se me queres, vem comigo ... já!!!

Não era um pedido, era uma ordem implacável, que eu confundi com desejo ...
Caímos com violência inaudita na cama, seminus, beijando-nos com luxuria e paixão, com mordidas, dentes misturando-se nas línguas ávidas, unhas cravando-se na pele. Como um animal acuado, apercebi-me da angustia que me estava a tocar, mas era excitante a brusquidão que ela punha nos seus gestos, puxando-me para fora do leito, esmagando-me contra a parede do quarto ocasional.
Encaixei-me dentro dela, suas pernas entrelaçando o meu dorso castigado, pedindo-me que lhe apertasse os mamilos erectos, que a castigasse por ser tão má ...
- Bate-me com força, seu grande filho da puta ... não sei se foi do choque, mas mordi-lhe os mamilos com força, enquanto ela gemia, gritava, numa loucura perturbadora ...

Bate-me na cara, és homem ou não ?! Nunca tinha batido numa mulher, nem na mais escaldante das quentes noites, mas fi-lo de novo, movido pela sua voz enérgica, autoritária, mas suplicante ...

Saí apressado, para longe daquela loucura, com medo de a ter magoado, o coração a bater descompassado, o gosto a sangue na boca, alucinado pelo desconhecido ...

-Bate-me seu filho da puta ... não és homem que chegue para mim ?

Aquelas palavras continuaram a ressoar no mais inóspito e desconhecido da minha Alma, enquanto desaparecia no cerrado breu , perdido nos labirintos da minha Mente ... estranho, desconhecido ....

( Sadness of Lust (Mea Culpa)- Enigma )

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17 de outubro de 2007

WHEN A MAN LOVES A WOMAN...

AMOR ...
Quando contemplares o mistério insondável do oceano
e sentires no rosto a maresia e o vento quente da aurora,
PENSA EM MIM ! ...
***
AMOR ...
Quando sobre os teus olhos baixar a névoa do sofrimento
e teu coração enlouquecido se apertar de dor,
PENSA EM MIM !...
***
AMOR ...
Quando os teus lábios ansiosos, sedentos, doces
se entreabrirem num sonho lindo,
e se teus braços apenas envolvem a solidão,
PENSA EM MIM !...
***
AMOR ...
Quando vires este castelo erguido
com lágrimas de sangue da minha Alma,
e se o portão estiver fechado para ti,
PENSA EM MIM ! ...
***
AMOR ...
Desse imenso areal da tua praia solitária
manda-me uma onda de doçura
um pequeno salpico de ternura, e
PENSA EM MIM ! ...
***
E não te afastes, preciso que não te afastes ...
( do meu baú de recordações )
When a Man Loves a Woman, Sledge, Percy.

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11 de outubro de 2007

I'd RATHER SLEEP ALONE.(Reloaded)

Nem sempre queremos ser sensiveis...
Hoje resolvi ser escabroso , mas sem ordinarices c****** !
Algumas mulheres criam-me um certo desencanto. São aquelas que pensam que comer frango assado só com garfo e faca, camarões não são para chupar que o molho pode escorrer pelos lábios, são aquelas que alisam o cabelo para não parecerem naturais, que se pintam todas até não sobrar um milimetro de pele descoberta, que se depilam até ao ultimo pintelho, que estão sempre muito direitinhas e com os dentes a cheirar a pasta dentifrica, são aquelas bonequinhas de porcelana que se lhes tocam ao de leve desfazem-se em mil cacos. São aquelas que dizem :- Grande queca!, depois de uma foda de partir tudo ...
È assim do género da Joaninha, tudo no sitio, mas tão asséptica que parece que estamos a montar um morto. Será que lhe vou ter de explicar que não quero fazer amor com ela, mas sim dar uma foda, comê-la toda e ela a mim? Quando fodemos uma miuda destas, cheia de perfumes, desodorizantes, lavadinha até o tutano, a cheirar a bébe, surgem-me interrogaçoes – será que pensam que a mistura de linguas não tem saliva, micróbios, germes, que os dentes não mordem, que a boca só serve para beijar cheio de delicodeces, mas que não suga, não lambe, não chupa ? E que dizer dos cheiros? Será que os sovacos e a vagina e o pénis cheiram a rosas e sabem a gelado de morango?

Caiam na realidade "meninas", nós quando vos montamos esperamos que não pareçam estar no carrosel, a deleitar-se com egoismo infantil. Queremos que nos fodam a sério, que não nos digam que no cú mete nojo, que um broche é pouco higiénico, que um minete é antinatural, e merdas dessas que ouviriam na igreja se lá metessem os pézinhos. Quero que gritem, que peçam a gemer:- fode-me toda, mete-o todo até aos tomates, goza no meu cú seu cabrão, e palavras reles, escabrosas e ordinárias. E quando lhes chamamos de cabra e boazona é para lhes dizer que dão um tesão que nunca mais acaba, que vamos comê-las até gritarem.E quando me venho e grito e rio que nem um louco, porque olhas como se esperásses que um orgasmo fosse vivido como quem está a fazer um exame na faculdade?

Será que custa muito a entender que uma foda não é um passeio higiénico depois do almoço, mas sim uma orgia de sentidos, um acto mais animal que qualquer outro ?.

Amor ... sim, todos o queremos, mas na cama não, na cama queremos ser animais predadores, devorar a presa, ser dominados, mandar e ser mandados, gozar e dar gozo, não queremos sair de lá a dizerem-nos – gostei, já não tinha dois orgasmos há tanto tempo, como se isso importásse, como se fosse o mais importante! Pergunta-me antes se eu também gostei, ou pensas que lá por me teres feito vir duas vezes contigo me satisfez? Masturbo-me com mais sensualidade...

I´d Rather Sleep Alone, Berenice

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2 de outubro de 2007

SAVE ME...if you could.

" Então, não me dás um beijo ?! "
Parecia que me tinha dado um murro no estômago. Tinha um pressentimento, uma sensação esquisita que me angustiava, desde que tinha recebido aquele sms – “ ... tenho saudades “ ! .


L. e EU. O PRINCIPIO DO FIM...

Só de olhar para mim L. sabia o inferno que me devorava as entranhas, mas nada disse. Entrou, poisou a mala e abraçou-me, ternamente. Depois de um longo silêncio, atirou, sem piedade : - é esta semana !

Senti que o ar me faltava, à minha volta desmoronava-se todo um mundo, deixando ruínas onde outrora pulsara o meu coração. L. sempre tinha tido a ideia de ir viver em França, impelida pela insaciàvel furia de viver, conhecer novos mundos, novas pessoas, "a terra onde viveu Alexandre Dumas", como gostava de dizer ... eu sabia que esse dia chegaria, tao infalivel como a marcha do tempo, tao inevitàvel e previsivel.

Os labios dela, amorosos, vagarosos, percorriam-me a face, lambendo as lágrimas que caíam, silenciosamente, sem me dar conta. Não podia ser, ela não me podia fazer isto ... - Porquê, porquê L.? Sempre me disses-te que a nossa amizade nunca teria fim, que nos acompanharia eternamente, nesta e em outras vidas.
Não consegui dizer nada, apenas chorava, deixando correr o vazio que sentia,amparando a minha dor sem fim nos braços ternos de L.

Foi quando me apercebi que os lábios dela se tinham entreaberto, colados aos meus, beijando-me deliciosamente, percorrendo com a lingua furiosa a minha boca, o sabor dela misturando-se com o sal da minhas lágrimas ...

how can you save me?...

(Save me, Aimee Man)



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22 de setembro de 2007

ALWAYS ON MY MIND....

...Não era isto que eu queria ! Apenas tê-la nos braços, pedir que não fosse, dizer-lhe que talvez a amasse. Sim, talvez fosse amor, esta sensação de me querer fundir nela, de não querer deixá-la fugir da minha vida. Mas L. murmurou-me ao ouvido, muito baixinho:- vem, sei que me desejas, não quero partir sem te ter!

L. e EU. .

Sem me ter ... tanto para lhe dizer, mas as palavras não saiam, apenas as mãos percorrendo-lhe o corpo, explorando o que eu sempre me havia negado. O cheiro perfumado dela atordoava-me, aumentando o fervor dos meus gestos. Fui acariciando os seus segredos, num misto de luxuria e carinho, o coração sangrando num corpo incandescente, numa espiral de prazer selvagem, saciando o desejo reprimido durante tanto tempo. L. gemia sem parar, ofegando ao mesmo ritmo que eu, num delirio estranho e misterioso. Afogámo-nos num mar de prazer, dois seres perdidos no tempo, fundidos no calor da carne, sexo com sexo, mãos nas mãos, olhos nos olhos, fruindo da magia que nos tocava.
Deixámo-nos ir, perdidos de tudo, saboreando cada momento, até ao climax, um orgasmo divino e irracional. O mundo deixou de girar, parou, suspenso de nós, um silencio ensurdecedor, apenas o meu coração batendo, junto ao dela.


Os sons nostálgicos da canção faziam-se ouvir ”.... “ ... era o meu velho gira-discos, tocando um vinil antigo, a voz rouca destruindo o que de mim sobrava.
Queria poder gritar aos sete ventos a dor que me sufocava, enquanto abraçados, trocavamos um ultimo beijo.
L. , onde quer que estejas, que o teu coração não esteja abandonado como o meu, vazio de amor, perdido de afecto. Envia-me um raio de luz, para que eu não caminhe mais no deserto da solidão, e seque as minhas lágrimas no oasis do amor.

Até sempre ... L.

Para começar de novo é preciso fechar um capitulo e virar a página.

(Always On My Mind, Elvis Presley)

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15 de setembro de 2007

O NOSSO SONHO...

lust.JPG

PARA TI ... P.

Lust, minha querida, não consegui ainda esquecer-te. Desde aquele dia maravilhoso que o meu coração açelerado recorda o teu corpo quente, colado sem pudor no meu, sufocante, ardente de desejo selvagem, furioso, suplicante.

Tudo começou com aquelas brincadeiras, malandrices como lhe chamavas ... fingiamos ser clientes de uma linha erótica, excitávamo-nos como se nos estivéssemos realmente a tocar, com tamanha luxuria, que era impossivel não estarmos juntos; sentiamos electricidade, quimica, cheiro a sexo no ar.

Assim que te vi, a primeira vez, olhámo-nos nos olhos, e fomos atraidos um para o outro, instantaneamente, não pensámos em mais nada, o mundo deixou de ser, soubémos que nos iriamos possuir loucamente; nunca nos tinhamos visto mas o que falámos já nos tinha desvendado; o teu corpo exuberante, voluptuoso, pedia-me para ser possuido até à exaustão, não conseguia aguentar sem te ter, já, agora, urgentemente, inadiàvel, só poderiamos descansar depois de completamente saciado esse desejo insano, louco, tormentoso, que vinha das entranhas.

Aproximámos os nossos lábios, e ali ficámos, tempos infindos, adiando dolorosamente o desejo, sem nos tocarmos, só cheirando-nos, apenas a respiração ofegante e entrecortada sobrepondo-se ao ritmo desenfreado das nossas mãos, tocando-se, mexendo, apalpando, acariciando, à procura do mais recôndito dos nossos segredos.


As nossas linguas entraram nas bocas àvidas, misturaram-se, trocaram fluidos, morderam-se com violencia, enquanto os meus dedos por baixo da tua saia justa penetravam na tua cavidade húmida, palpitante de insanidade.

Minha querida Lust, que bom que foi quando te senti a tremer, meti-te mais fundo a mão, enquanto tinhas um orgasmo tão violento, desmedido, furioso, denunciado pelo sugar violento na minha lingua, pelos gemidos guturais, profundos; devorávas-me com a tua boca insaciàvel.


O fogo que me consumia não permitia qualquer delicadeza, virei-te, arrancando violentamente a saia minuscula e justa, colado ao teu ventre, desnudando o teu magnifico rabo, e enfiei-me todo em ti, de uma só vez. Enquanto me mordias a mão , pedias mais, que te désse mais, com força, que te fodesse mais, que te rebentásse o cú todo, e rebolavas-te, mexendo as ancas para a frente, para trás, de lado, tentando sugar-me todo para dentro de ti, tentando que a mão que te masturbava se esmagasse contra ti.


Que loucura querida Lust, que loucura, ali, naquele minusculo compartimento da casa-de-banho dos homens, naquele cinema que nunca chegámos a ver ...


Nem cuidámos de saber se alguem nos ouvia, pediste-me, imploráste-me : - vem-te meu querido, goza, fode-me toda, sim, fode-me toda ... não pares, que bom que é, sim , não pares! Não sei se choravas, se gritavas, se rias, se eram apenas gemidos, só sei que me enlouqueceste, que o jorro que saiu dentro de mim não tinha fim, apertavas-me tanto que fiquei sem a ultima gota de sémen, sugáste-me sem piedade, deixáste-me de rastos.

Recordo todos os gemidos e gritos que démos, comigo dentro de ti, explodindo uma e outra vez, em orgasmos mais devastadores e intensos que um furacão destruidor, enquanto o fruto do meu desejo ia transbordando como um rio que sai do seu curso.


Recordo-me sim, de te beijar loucamente, de te cheirar o corpo todo, de te morder as mamas e os mamilos, de te meter a lingua pelo sexo dentro, de te fazer gozar de novo na minha boca, de me pedires mais, sem piedade, sem descanso, apenas gozando o momento, sabendo que não haveria outro ...

Recordo-me de ti sim, querida Lust, vou recordar-me sempre de ti minha querida, assim, abandonada em mim, entregando-me o teu corpo sem medo nem reservas, apenas desejando-me ...

Não me esquecerei de ti .... Lust, minha querida .

(Quebramos os Dois, Toranja)

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14 de setembro de 2007

YOU GIVE ME SOMETHING...

AS NOSSAS MÃOS ...
São mãos que me percorrem ... são mãos que me exploram, que me despertam
São mãos sensiveis, quentes de ternura, que prolongam um abraço e o prazer ...

São afagos, são caricias ... são delicias que estas mãos me trazem
São apenas mãos, de sonho talvez, que me exploram nos limites

São mãos que deslizam inquietas, sôfregas de sentir
São elas, as mãos que sinto, que me fazem arfar, num desejo não satisfeito

São mãos que me elevam, num orgasmo sem fim
São mãos que se afastam, furtivas, como se fossem doentias, más


São tuas as mãos que no meu corpo, parecem as minhas mãos ....
(You Give me Something, James Morrison)

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5 de setembro de 2007

QUEM ME LEVA OS MEUS FANTASMAS....


RECORDAÇÕES DE TI.
Deitada.Esperas...Sentes-me ansioso, que te quero, sentes desejo em ti, em mim, que luto para não ir.Luto comigo e por ti, por nós.
Dizes que não mas o corpo espera um sim.O corpo treme, o coração dispara, já nem sei se é o meu se é o teu, já nem sei se é desejo de ti, de te comer toda, se são recordações de nós...Não sei nada e tu nada sabes, apenas que esta noite esperamos um pelo outro, sem querer, mas querendo, vivendo de novo o que foi e já não é, apenas desejo de nós.
SMS-Quero-te!Vem e usa-me... SMS-Tmb!mas não, o q kero nao me dás, mas dás-me tudo. f***-me.

Volto-me! desejo-te loucamente, queres-me com sofreguidão, lutas desesperadamente, contra ti, por ti e por nós...por mim.

Apenas um piso e quinze degraus entre nós, mas um mar revolto de emoções, um mar frio, gelado como o manto que cobre a noite lá fora.

Deitada.Esperas...deitado desespero, sei que não vou porque quero, sei que não vens porque não queres. SMS-Lembra-te da outra vez! SMS-Lmbro-me! Mx já m eskeci.f***-me.

Deitada.Esperáste... entrei como quem entra em ti, vim e vim-me, viéste e viéste-te, noite tão vivida como se não houvésse mais dia, como se o amanhã não amanhecesse, a ultima como da primeira vez...

Esperas, sabes que não venho... mas que vou ter contigo.

(Quem me leva os meus Fantasmas, Pedro Abrunhosa)

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1 de setembro de 2007

ECRIS MOI UNE LETTRE DE ROTURE ....

Há cartas que fazem bem ao coração....

Ecris-moi une lettre de rupture En m'expliquant toutes les raisons Qui t'ont fait t'évanouir dans la nature Qui m'font mélanger toutes les saisons Choisis bien tes mots, choisis les justes Comme un artisan prendSon temps quand il ajuste

Ecris-moi une lettre de rupture Envois-moi seulement le brouillon Promis j'vais rien chercher dans tes ratures Ecris-moi une lettre au crayonEcris-moi comme on écrit la musiqueSacrifies-moi aux dieux Des amours amnésiques

Même si partir quand l'autre reste Ça fait du mal aux sentiments Ça peut quand même faire un beau geste Sauf si bien sûr l'un des deux ment

Quand tu me l'écrieras cette lettre .... Ne signes pas ou d'un faux nom

Só se desilude quem se iludiu.

(Le Lettre, Lara Fabian)

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25 de agosto de 2007

( RELOADED )- Praia da Adraga...

PRAIA DA ADRAGA
Naquele passeio à noite, pela beira do mar, os nossos passos perdidos levaram-nos pelo meio das dunas; tinha posto um vestido florido, curto e justo, deixando-lhe desnudados os ombros; o corpo perfeito que só se deixava entrever levou-me a abraçá-la, sem pedir, lendo nos seus olhos o sofrimento do desejo incontido; abracei-a com firmeza, como se fosse um abraço angustiado de despedida. Como um náufrago agarrado desesperadamente ao ultimo pedaço do barco afundado.
A lua derramava uma luz soturna sobre os nossos corpos, sombras engolidas lentamente pelo infinito movimento da maré. Depois do calor sufocante daquele dia , a noite veio quente, de mãos dadas com uma brisa suave e refrescante. O odor da maresia misturava-se com o perfume afrodisíaco que me turvava os sentidos. Nunca sonhei que esta mulher voluptuosa fosse capaz de me enlouquecer, com os seus sussurros.
– Fode-me já, não posso mais !
Os meus lábios desceram lentamente pela nuca, enquanto a sua mão deslizava incessantemente por mim, acima abaixo, num movimento delirante! Agarrei com firmeza as suas nádegas, e passei-lhe a língua pela vagina quente e húmida, e senti que ela se descontrolava
– vai cabrão, vai, vai, come-me toda seu cabrão.
Afaguei-lhe delicadamente o ânus, e espetei-lhe um dedo, explorando com movimentos circulares a rigidez do seu músculo, Não era mais uma súplica - Fode-me, fode-me toda, exigiu, agarrando-me violentamente os cabelos, esmagando-me os lábios contra o seu sexo, e rodeando-me o pescoço com as suas pernas fortes.
O grito prolongado que lançou, desfez-se de uma só vez, levado pelo vento. Era um rugido selvagem, de puro gozo
– Estou-me a vir, estou-me a vir!...Sem descanso virei-a e penetrei-a com furiosa luxuria naquele traseiro roliço; tinha o pénis entumecido de um formidável tesão;
do fundo das minhas entranhas irrompeu um grito de libertação, em vagas furiosas de sémen, aliviando a tensão dolorosa.

O som desmaiado e longinguo que ouvíamos, vindo daquele casario no cimo das falésias, fez-me despertar lentamente daquele maravilhoso torpor. Reconheci os últimos acordes, em crescendo, do Bolero de Ravel, e isso fez-me virar, e procurar o corpo voluptuoso onde me tinha saciado.
O leito estava quente e húmido de prazer, mas vazio, estupidamente vazio.
Sorri, deliciado com a recordação daquele sonho húmido, adolescente. Virei-me para o lado e adormeci nos braços de Oniris. Quem sabe, talvez me leve de volta para aquela praia, talvez ela ainda lá esteja, o corpo abandonado de luxuria, fundindo-se na areia prateada, banhada pelo luar, e com o mesmo olhar lânguido e suplicante ...

Vem, só mais uma vez !
(Bolero, Ravel)

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24 de agosto de 2007

CHAVES PARA O CORAÇÃO ...

( Reloaded )
Déste-me a chave ... porque não a uso mais ?

Estava lá, como me tinhas dito, a chave para os teus segredos. Tomei-a nas minhas mãos, como pensei ter-te, minha, sem truque nem segredo .
Entrei e estavas a dormir, ou fingias que dormias, a tua respiração entrecortada denunciava a tua expectativa, a angustia e desejo de desconhecido; aproximei-me e cheirei o teu corpo nú, aproximei os meus lábios ávidos, quase te toquei com os meus dedos ansiosos; fixei as marcas de um prazer adiado no teu corpo, quase senti os orgasmos que tivéste nessa noite; mas não. Olhei para ti, parecias uma menina abandonada num sonho lindo, por isso deixei-te dormir, descansar, sonhar que a vida é bonita, linda como tu, como a tua alma grudada no teu corpo desnudado ...

A vida tem rumos que nem sempre nos conduzem aquele lugar favorito ...
Beijo-te agora, como te beijei nessa noite, suavemente, quase um leve roçar na tua boca, sem te tocar.
-Diz-me querida, porque me déste a chave, se não querias que eu entrásse, mas que apenas te tivésse... ?
(Ilumina-me, Pedro Abrunhosa)


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21 de agosto de 2007

ENTREI EM TI...ENTERRAS-TE EM MIM...


Desejo…. Entrei em ti, enterras-te em mim. Perdi o fôlego, mexeste tanto, quase saio de dentro de ti, o meu corpo em fogo suplica-Pára!!!
Não pares, sei que me sentes, sinto-me a tocar-te, tão fundo, tão forte. Dói-me esperar, espero... tu pedes, exiges, suplicas
-mais, dá-me mais, assim, assim…
Vaivém frenético, saio de ti, entro em ti, enterras-te em mim, levantas o rabo, desces o sexo, molhado, despedaçado, tenso e deslizante…. Vem-te! Espera! Não!
Exiges, olhas-me nos olhos, fazes-me querer mais, bato com força dentro de ti, apertas-me, sugas-me, fazes que ocupe todo o teu espaço, húmido, molhado!
Latejo, ardo, e ouço o que queres, o que pedes – vem-te, anda, agora, roça-me e encosta-te a mim!

Chupo-te os mamilos doridos, erectos, tesos, e tu assustada não paras, vens-te, louca, excitada, descontrolada…Ofegantes, olhos nos olhos, sentimo-nos, sinto-te e sentes-me, apertas-me e eu em ti me perco, jorros de prazer, e ocupo-te toda, rios de vida, correndo … rebenta-me, não saias de mim, enterra-me em ti….afoga-me!

Beijo o teu corpo salgado, provo-te, sei que me queres…sei que esperas por mim, e eu espero por ti….

- Entrei em ti… enterraste em mim…

(Evil Woman, Electric Light Orchestra)


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9 de agosto de 2007

SEM PROBLEMAS DE EXPRESSÃO...


- Aquece-me!!! Senão...

Enlouqueces-me ! ...
(Problema de expressão, Clã)

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